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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Resenha - O Pianista

O Pianista também se assemelha ao livro “Inverno na Manhã” em um quesito: o autor também não foi deportado para um campo de concentração, mas nteve de enfrentar tudo ao lado de sua família e narrou todas as suas lembranças do gueto. Tem um filme sobre esse livro – é o filme mais fiel ao livro que já vi – que é muito bom, aposto que a maioria já viu, mas vale a pena ler o livro, que é bem melhor apesar dos pesares. Nele, Szpilman narra a triste realidade do gueto de Varsóvia de um ponto de vista que se difere do relato de Janina – autora de “Inverno na Manhã” – pois é uma narrativa mais crua e sem rodeios. Seu relato comove e ao mesmo tempo emociona, pois ocorrem tantas coisas em tão pouco tempo que você não faz a menor ideia do que está por vir. E é com essa angústia, com medo do inesperado, que Szpilman sobreviveu milagrosamente nas ruínas de Varsóvia até os soviéticos libertarem a cidade. Logo após o levante do gueto de Varsóvia, Hitler mandou os alemães destruírem o gueto e arrasarem a capital polonesa. Não sobrou praticamente ninguém enquanto os nazistas destruíam a cidade, mas Szpilman conseguiu sobreviver em meio às ruínas e ainda relata a história do oficial alemão que o ajudou. No final do livro, ainda há o diário desse oficial, que tinha um grande senso humanitário, provando que nem todos os alemães eram iguais. Quem ainda não leu o livro, está perdendo tempo. Sem dúvida é um dos melhores que já li.

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